sexta-feira, 13 de julho de 2007
























Eliaxe Mondarck

_Poemas_


_Fragmentos de meus livros_

Faço de minha vida
este teatro de sonhos obscuros,
finjo que nada existe alem daquela porta,
aqui eu me firo,
me amo e me odeio...

Eu já não me vejo,
meu reflexo me traiu,
para ver que este anjo sombrio
trás um coração ferido,
e já não existe salvação
nesta escuridão artificial...

Minha alma foi dilacerada
na escuridão dos meus dias,
eu tento fingir importância
eu tento encontrar um motivo,
mas sob a noite o que vale é o coração.

Pode o espelho refletir
aquele que a noite moldou?
Pode o homem por fim,
naquele que as trevas imortalizou?





As velas do ocaso se acendem,
entre os ósculos hemotorpe da vertigem,
um lago sombrio de obscuras margem,
toca o real e se fende.

Mensageiro de discórdia,
num semblante inocente,
oculto um negro coração
obscurecido em glória.

Olhos ávidos tornando um esmero,
e fogo e paixão a escória...
Na penumbra hematófago e soturno ser,
lamenta seu destino,
a face da blasfêmia,
pois em perfeição ao perfeito
de semblante és tão semelhante.

Esquerdo e divino,
caminhando pelos vales da perdição,
não mais és ó sinete da perfeição...
Converta o dia em noite,
para assim suportar sua dor,
vestindo-se de escuridão e terror,
noite após noite alimenta-se de sangue,
carne, alma e temor.
“Então olhe para min sem pudor.”








Ao longe soaram vitoriosas as trombetas inimigas,
O gosto amargo da derrota feriu meus lábios contaminando minha alma, como tão glorioso anjo decaiu ao mais profundo abismo? As estrelas entoam seus cânticos em alegria, pois é calada a voz do acusador, é dispersada a sua orla, é manchada a sua vaidade, e calado o seu brado que um dia fez tremer as nações. Vê-se um brilho intenso, uma bola de fogo desbravar os céus e atingir violento o solo, e aquilo que foi perfeito já não é, o sorriso se apagou, e a amargura fez murchar toda beleza e glória, e o sinete da perfeição é batizado pelo nome de inimigo, e a serpente passou a rastejar, mas ainda se pode confundir luxuria com fascínio e beleza, talvez tão perfeito um dia em formosura não mais desperte deste pesadelo, há um sonho secreto em um jardim sombrio, onde suas asas ainda podem sobrevoar os céu, ofuscar o brilho do sol novamente e ser glorificado em sua ordem, mas os dias de prazer em fazer o bem cessaram, a angustia as vezes eleva o pensamento, mas jamais se permitira confessar o desespero que é ter que olhar para cima para amaldiçoar o criador. E na tristeza de não mais ser quem foi, na amargura da descoberta que sem o sol a lua não brilha, eis que ele se arranja em batalha e a beleza da guerra esta nas inúmeras faces e jogos, apenas um teatro nas sombras... O menor se tornou o maior, a pedra de rejeição tornou-se a pedra angular, e foi chamado de filho, ferindo seu orgulho no mais profundo intimo, mas chega o momento de renascer, conquistar o que julga lhe pertencer, mas nisso também a temor, pois se tudo for conquistado hoje, o amanhã não terá sentido... E tudo se resume em apenas um jogo dos deuses, e aqueles que não pertencem a nenhuma ordem dos demônios, aquele que não pertence a nenhuma ordem dentre os anjos, aquele que não pertence a nenhuma ordem dentre os meio anjos e meio demônios, aquele que não pertence à classe dos deuses, são alvo para este jogo incompreensível para muitos, e mesmo os que podem entender, entendem apenas em parte, superficial é o conhecimento que o homem tem sobre os motivo que os deuses tem para os manipular, jogar, ferir, curar, amar e matar.




Amigos


“Para Jéssica”


Faça minhas mentiras tornar-se tão pura quanto a sua verdade,
Faça meu sorriso tornar-se tão claro quanto sua alma,

Talvez a luz não fira os meus olhos
talvez eu me torne apenas um cego na noite,
eu posso abandonar meus pesadelos
e viver um momento de luz
em seus braços.

Faça minhas asas tornarem-se tão puras e brancas quanto as suas,
Faça me ver luz através da escuridão,

e talvez ela não fira os meus olhos,
talvez eu me torne apenas um cego na noite,
eu posso abandonar meus pesadelos
e viver um momento de luz
em seus braços.




“Para Vanessa”

Dizem que os vampiros não podem amar,

dizem que os vampiros não podem chorar,

pois o vampiro que chorar, chorará eternamente,

pois o vampiro que amar, amará eternamente.

Respeite as lágrimas do vampiro,

elas jorram em sinceridade,

respeite as lágrimas do vampiro, pois elas serão...

A única coisa digna de ser lembrada nesta escuridão.



“Para Amabilia”
Eu sonhava... Mas meu coração foi ferido,
nas sombras cicatrizou-se obscuro...
Olhei para o céu quis voar para longe,
mas minhas asas foram ceifadas,
a angustia me tornou soturno...

Na escuridão resgatando minha alma,
vendo tudo se perder,
ressurgi do abismo privado de sentir,
apenas um coração sombrio, frio, um coração de metal...

Obscurecido ao longo das eras,
chorando só na escuridão,
um anjo para o fim, pronto para voar acima da escuridão
e nunca mais cair adornado a estas asas de metal,

De tanto purificar no fogo
esta alma jaz sombria agora,
em tanto chorar revendo o que um dia perdi
arranquei os olhos,
para que nunca mais isso pudesse me ferir...







O clã

Éramos jovens e belos,
e acreditávamos isso jamais mudaria,
trazia-mos fogo e paixão no olhar,
ainda havia sentido no existir,
mas todos estávamos sob o mesmo destino de Icarus,
é doloroso em lágrimas contemplar,
o medo no instante no instantes
que as asas partidas irão nos abandonar,
e o coração orgulhoso,
do céu é lançado ao mais profundo abismo.

Onde poderemos ocultar nossos corações agora?
Um esconderijo de sombras,
onde jamais iremos nos ferir,
onde manteremos nossos sonhos
e realizar seja tão fácil quanto sonhar.
Eu os trago...
Ainda estou contemplando o luar a vosso lado,
meus cabelos ficam brancos,
minha guitarra desafina,
mas eu ainda sou jovem e belo,
ainda estou vivendo aqueles dias
em que éramos eternos,
eu ainda estou voando para o sol,
vivendo um instante eterno em minhas lembranças...
Em meus pensamentos.

“Quisera fosse outros tempos,
onde você me dava uma palavra
e eu fazia um poema”.

Eliaxe Mondarck

Devaneios









Fragmento_01






A sombra do crepúsculo, voando acima da perdição, e na dor de trazer estas asas quebradas pela realidade, o frio desta solidão converte em inverno toda esta estação. No circulo dos malditos, ser de alma pura e tão proscrito, desperta dos mistérios do fim, sorrindo para todo caos que há por vir. Na sombra do seu olhar escondo todos os meus segredos, fazendo destas sombras lugar seguro para meu repousar, aquecendo-me do frio nos braços do inimigo sem jamais me preocupar. Quando o vento soprar, e a folha seca anunciar o outono, neste espinho quero eu me deleitar e minha alma jamais encontrará seu dono. Se o vento não deixa suas lágrimas caírem, talvez este solo não seja digno de nós, em um santuário no centro da perdição, encontraremos paz nesta escuridão, e você poderá enfim repousar eternamente segura em meu coração.






Fragmento_02




Ao longe soaram vitoriosas as trombetas inimigas, o gosto amargo da derrota feriu meus lábios contaminando minha alma, como tão glorioso anjo decaiu ao mais profundo abismo? As estrelas entoam seus cânticos em alegria, pois é calada a voz do acusador, é dispersada a sua orla, é manchada a sua vaidade, e calado o seu brado que um dia fez tremer as nações. Vê-se um brilho intenso, uma bola de fogo desbravar os céus e atingir violento o solo, e aquilo que foi perfeito já não é, o sorriso se apagou, e a amargura fez murchar toda beleza e glória, e o sinete da perfeição é batizado pelo nome de inimigo, e a serpente passou a rastejar, mas ainda se pode confundir luxuria com fascínio e beleza, talvez tão perfeito um dia em formosura não mais desperte deste pesadelo, há um sonho secreto em um jardim sombrio, onde suas asas ainda podem sobrevoar os céu, ofuscar o brilho do sol novamente e ser glorificado em sua ordem, mas os dias de prazer em fazer o bem cessaram, a angustia as vezes eleva o pensamento, mas jamais se permitira confessar o desespero que é ter que olhar para cima para amaldiçoar o criador. E na tristeza de não mais ser quem foi, na amargura da descoberta que sem o sol a lua não brilha, eis que ele se arranja em batalha e a beleza da guerra esta nas inúmeras faces e jogos, apenas um teatro nas sombras... O menor se tornou o maior, a pedra de rejeição tornou-se a pedra angular, e foi chamado de filho, ferindo seu orgulho no mais profundo intimo, mas chega o momento de renascer, conquistar o que julga lhe pertencer, mas nisso também a temor, pois se tudo for conquistado hoje, o amanhã não terá sentido... E tudo se resume em apenas um jogo dos deuses, e aqueles que não pertencem a nenhuma ordem dos demônios, aquele que não pertence a nenhuma ordem dentre os anjos, aquele que não pertence a nenhuma ordem dentre os meio anjos e meio demônios, aquele que não pertence à classe dos deuses, são alvo para este jogo incompreensível para muitos, e mesmo os que podem entender, entendem apenas em parte, superficial é o conhecimento que o homem tem sobre os motivo que os deuses tem para os manipular, jogar, ferir, curar, amar e matar.


Fragmento_03



Se meu despertar paira sob sombras os meus olhos castanhos quase vermelhos perdidos no devaneio contempla em agonia esta luz ferindo minha alma...
Cinzas e pétalas secas de rosas sobre um poema amargurado, apresso-me para falar de amor, finjo ainda ter coração protegido da escuridão a ponto de poder amar de novo...

Tudo aqui cheira a morte, não há vida nesta eternidade sangrenta, e os sinos dobram tornando estas rezas vazias, contemplo a penumbra consumir os últimos raios de sol, e eu me encontro só, no campo a alma de um a fera, a sede de um vampiro, uma amor distante e uma eternidade para chorar estas lagrimas de sangue...

Apesar de sego eu vejo claramente, um instante em toda a eternidade feito para amar, uma chance em min tornando o coração a bater...
E na insegurança correndo através do campo e da noite, eu me entrego quebrando a máscara, em um instante em toda esta eternidade sombria feito para amar...

Então chega a tempestade e o furacão, apenas lagrimas de sangue sobre uma lápide fria, tudo é apenas um instante, eu quero entender, minha mente vive um único momento, e todo este despertar torna ao pó como seu instigador, eu preciso me lembrar de quem eu sou, e quantas lágrimas se tem que derramar por um sentimento efêmero...